Publicado por: paneleiros | 30/01/2011

Os Asurini do Xingú

Em março iremos mais uma vez, à Amazônia para uma experiência enriquecedora e cheia de aventuras.

O destino é Altamira no Pará, onde pegaremos um barco que percorrerá o Rio Xingú por 4 a 5 horas, em direção ao Koatinemo -, local de moradia da Tribo Indígena Asurini do Xingu.

Este ano, estamos encubidos de participar da produção do livro: “Arte e Alimentação Indígena dos Asurini do Xingu”, coordenado pela amiga, ‘mãe’, professora e antropóloga Regina Muller.

Esta viagem tem o intuito de seguir com os registros culinários, já iniciados em Abril de 2009, porém desta vez com o foco especial para o produto sazonal atual, o Milho e suas receitas de farinhas e mingaus.

Para quem desconhece esta Tribo, bem como tantas outras existentes, aqui está a sugestão de um belo site “Povos Indígenas no Brasil” que mostra a surpreendente vida desta tribo indígena, os Asurini do Xingu, que pelo fato de ser recentemente contactada (em comparação com as demais tribos conhecidas), carrega ainda traços fortíssimos de sua cultura original.

Na primeira experiência que tivemos entre os Asurini, traçamos uma grande marca divisória do antesdepois, na linha do tempo de nossas vidas. Não há como esquecer os inúmeros ensinamentos silenciosos que recebemos do grupo que, talvez, possua os rostos mais sinceros com que já nos deparamos.

É muito verdadeira a afirmação de que, só nos conhecemos verdadeiramente quando nos deparamos com o desconhecido. Não foi diferente ao entrarmos em contato com esta especial e milenar e, por pouco, quase extinta tribo indígena, localizada no coração da Amazônia.

Com a graça das forças Superiores, haverá de sair o tão sonhado Livro da Alimentação Indígena dos Asurini do Xingú, Pará, Brasil, que tratará a respeito desta sábia cultura, que demoramos tanto em perceber o seu valor e que nem sequer mais temos contato no  ‘mundo moderno’ atual.

O livro tratará, também, como ao longo de mais de 3 décadas, Regina Muller vem batalhando para fortalecer, incentivar, registrar e preservar esta belíssima cultura. Também contará a história de como a antropóloga veio, através do destino, se encontrar com 2 jovens cozinheiros, sedentos pelas verdadeiras raízes da gastronomia brasileira, e juntos realizarem um mesmo sonho.

O que podemos dizer, é que as grandes estrelas são eles, que estão lá no meio do que ainda resta da Mata Amazônica, em um ambiente de pura harmonia com os elementos; plantando, caçando, pescando, construindo casas, redes, cestos, ornamentos, como faziam há milhares de anos atrás. E, pelo que percebemos, não nos resta muito mais tempo, para registrar esta tão equilibrada formatação de vida em sociedade…  atualmente tão ameaçada por madereiros, fazendeiros e o tão falado projeto da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (veja o vídeo).

Que as forças Divinas acompanhem a todos nós. Acreditemos ou não.

Pará, ai vamos nós!

 

Livro: Os asuriní do Xingu - História e arte de Regina Polo Müller

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Responses

  1. Boa viagem!

  2. eu concordo com parte do que foi narrado por Dira paz mas o nosso Brasil antes das grandes hidreletricas pais pobre miseravel desconhecido apos as construçoes das mesmas pais emergentes entre os 10 mais Ricos do mundo MAIOR PRODUTOR FERRO AÇO CARNE FRANGO CAFE SOJA ESTA NA RELAÇAO DOS PAISES MAIS PROMISSORES EM SUMA NAO CONSEGUIMOS CONSTRUIR SEM IMPACTAR DESDE UM BARRACO NO MEIO DA FLORESTA UMA HIDRELETRICA OU RODOVIA FERROVIA…


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